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07/08/2017
Preços pagos ao produtor de leite recuam em Minas Gerais

Michelle Valverde

Julho foi mais um mês de redução dos preços pagos pelo leite aos pecuaristas de Minas Gerais. De acordo com o levantamento feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço médio líquido recebido pelos produtores mineiros foi de R$ 1,24 o litro, em julho, referente à produção entregue em junho, uma queda de 2,94% frente ao mês anterior. Fatores como a queda de consumo provocada pelo menor poder de compra das famílias e a maior captação contribuíram para os valores menores.

De acordo com os dados do Cepea, o preço médio bruto praticado em Minas Gerais chegou a R$ 1,36, valor que ficou 2,86% menor quando comparado com o valor recebido em junho.

Em Minas, na comparação com julho de 2016, foi verificado recuo de 12,05% no valor líquido do litro de leite, que caiu de R$ 1,41, praticado em julho de 2016, para R$ 1,24 em julho de 2017. No valor bruto, a retração chegou a 11,68%, com a cotação do litro de leite caindo de R$ 1,54 para R$ 1,36 em julho de 2017.

A queda verificada em Minas Gerais também foi vivenciada na média Brasil, que é composta pelos estados de Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Bahia. Na média, o preço líquido recuou 2,7% frente a junho, com o litro de leite negociado a R$ 1,23. O preço ficou abaixo do registrado em julho de 2016, com recuo de 12,8%.

A diminuição dos preços do leite no campo esteve atrelada à demanda ainda enfraquecida por lácteos e ao aumento da captação.

Captação - ?Os fatores que estão provocando a queda nos preços pagos aos produtores são o consumo enfraquecido e o aumento da captação. Enquanto a captação está em alta, o consumo vem caindo em função da crise econômica e do aumento do desemprego. Além disso, os preços do leite no mercado internacional apresentaram queda e as importações promovem uma concorrência predatória. Toda essa conjuntura contribui para a redução dos preços?, explicou o diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Rodrigo Alvim.

Mesmo com o clima seco e a falta de chuvas, a captação de leite em Minas Gerais cresceu 2,97% em junho, o que também contribuiu para a redução dos preços no campo. No País, o Índice de Captação de Leite (Icap-L), calculado pelo Cepea, aumentou 6,8% de maio para junho.

Apesar do momento de entressafra do leite na região Sudeste, quando as chuvas e as pastagens são escassas, os preços menores da soja e do milho contribuem para o fornecimento de concentrado para o rebanho, o que vem impulsionando a captação.
 ?Pelo menos este ano, o custo de produção arrefeceu e está 14,8% menor que o praticado no ano passado, quando os preços da soja e do milho estavam muito altos. Com a safra recorde de grãos, os preços caíram, e isso foi importante por dar um respiro, um alívio ao produtor de leite para tolerar a crise?, disse Alvim.

Melhoria genética - Alvim destaca que o mercado do leite está agindo de maneira contrária ao que historicamente acontecia. Isto porque, nos anos anteriores, a queda de preços acontecia durante a entrada da safra, que acontece entre o final de setembro e o início de outubro. Porém, a redução dos preços vem ocorrendo ao longo da entressafra.

?Os produtores estão se especializando e investindo na melhoria genética do rebanho, o que eleva a produtividade de forma que a sazonalidade, que no passado chegou a 50%, ou seja, na época da chuva no Sudeste a produção chegava a ser 50% maior que no pico da entressafra, não acontece mais. A sazonalidade agora gira em torno de 10%?.

Expectativas - Ainda segundo Alvim, a captação de leite em Minas Gerais deve ter crescido 2,4% em julho, o que poderá afetar de forma negativa os preços de agosto. Porém, a expectativa é que a produção e os valores se estabilizem entre setembro e outubro, quando os preços dos grãos tendem a ficar mais altos e se inicia a recuperação das pastagens.

Fonte: Diário do Comércio

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