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Minas que coopera e dá certo

Publicado em 13/02/2017

Ronaldo Scucato
Presidente do Sistema Ocemg

Diante de um cenário de recessão na economia, o agronegócio mostra a sua força, especialmente em Minas Gerais.  No ano passado, o faturamento do campo no Estado foi de R$ 197,15 bilhões e cresceu 5,18% frente ao registrado em 2015.  Seguimos como os maiores produtores de café e leite do país.  São cerca de 30,7 milhões de sacas de café e 9 bilhões de litros de leite.

A força do agronegócio é tão expressiva que, no dia 19 de janeiro, o presidente Michel Temer, junto com o ministro Interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, e o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, confirmaram a liberação de R$ 12 bilhões para o pré-custeio da safra 2017/2018, um valor 16,5% superior ao do período anterior. Os financiamentos serão ofertados pelo Banco do Brasil, por meio de uma linha de crédito e sairão de captações da Poupança Rural e de depósito à vista. A verba será destinada para o custeio das culturas da safra de verão de soja, milho, arroz e café.

Ponto para o cooperativismo, já que mais da metade do café produzido em Minas Gerais é proveniente de cooperativas.  Dados da última edição do Anuário do Cooperativismo Mineiro, publicada pelo Sistema Ocemg em dezembro, apontam que o grão foi o grande propulsor da contribuição cooperativista para a balança comercial brasileira. A produção alcançou ao todo mais de US$ 837,5 mil em exportações, um salto de 147% em relação aos US$ 338,9 mil do levantamento anterior.
Além do agronegócio, outros ramos, como crédito e saúde, se destacaram. Presentes em 439 de 853 cidades de Minas Gerais, as 191 cooperativas de crédito do estado registraram um crescimento no valor de depósitos equivalente a 15% em 2015. Na saúde, houve um aumento de 6% no número de usuários, totalizando cerca de 3 milhões de pessoas. A pesquisa confirma que as cooperativas mineiras movimentaram R$ 38,3 bilhões em 2015, o que significa um crescimento de 16,4% e participação de 7,3 % no PIB estadual. Vale ressaltar que no mesmo período o PIB do país encolheu 3,8%. 

Enquanto a taxa de desemprego no país registrou o índice negativo de 8,5% ao final de 2015, o cooperativismo aumentou em 1,2% o número de empregados admitidos, confirmando nosso sistema como expoente da inclusão social, com mais de 90 mil novos cooperados no período. Os dados representam uma injeção de ânimo para a sociedade brasileira. É bom saber que nossa voz ressoa, que os nossos resultados inspiram e que a nossa filosofia tem atraído um número maior de adeptos ano após ano. De fato, orgulha-nos sobremaneira o crescimento contínuo de pessoas no ambiente cooperativista, vivenciando nossos valores e contribuindo para a mudança empreendedora que o país precisa.

Esperamos que, ao longo do ano de 2017, ainda no começo, as pessoas se tornem mais cooperativistas e compartilhem mais dessa filosofia transformadora. Desejamos que as autoridades brasileiras se inspirem em nossos valores éticos, de transparência e responsabilidade social. O cooperativismo mineiro e nacional trabalha, e muito, para ampliar não apenas os resultados, mas os exemplos cotidianos de responsabilidade social, gestão eficiente, respeito e ajuda mútua.

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SOBRE

O Sistema Ocemg é formado pela Ocemg, entidade de representação política e sindical patronal das cooperativas no Estado, e também pelo Sescoop-MG, responsável pelas atividades de formação profissional, monitoramento e promoção social do setor. Atua em benefício do crescimento e desenvolvimento do cooperativismo mineiro, orientando as cooperativas na busca por uma gestão cada vez mais eficiente, que impulsione o crescimento socioeconômico do Estado.

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